INDA anuncia criação do Museu do Aço
O ICEMA – Instituto Cultural e Educacional Museu do Aço é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), de caráter cultural, cujo principal objetivo é divulgar a importância do aço no processo de desenvolvimento das civilizações humanas e mostrar como o aço faz parte das nossas vidas.
Localizado na região leste da capital paulista, o projeto foi assinado pelo escritório FGMF Arquitetos. O ICEMA contará com um teatro completo para 500 pessoas, um espaço de exposições temporárias, salas de capacitação profissional e o Museu do Aço.
A criação do ICEMA foi anunciada durante o Jantar INDA 2010, na presença de mais de quinhentos convidados, representantes de toda a cadeia siderúrgica. “Nesse momento em que o INDA completa 40 anos de vida, queremos dar o nosso exemplo de integração e diálogo entre os diferentes elos da cadeia produtiva da siderurgia, demonstrando claramente que a existência do nosso Instituto está estrategicamente ligada à elevação do consumo per capita de aço em nosso país”, explanou o presidente.
Loureiro afirmou que atualmente a competitividade está relacionada à preocupação das empresas com o meio ambiente, e que por isso é preciso mostrar à sociedade que o aço brasileiro é um AÇO VERDE, totalmente reciclável. “No mundo de hoje, não dá para falar em competitividade sem falar em sustentabilidade. E é essa modernidade que nós estamos querendo trazer para nosso setor, a modernidade de um consumidor mais consciente e mais crítico, preocupado com a preservação do planeta e com o desenvolvimento social”, enfatizou.
Mais que demonstrar a preocupação das empresas siderúrgicas com a sociedade, o Museu do Aço é um projeto que visa fixar a importância do aço no imaginário popular, aproximando as pessoas da arte e da cultura e, principalmente, dos benefícios trazidos pelo consumo do aço.
O superintendente do INDA, Gilson Santos Bertozzo, acredita que o ICEMA é a oportunidade das empresas se posicionarem positivamente perante a opinião pública “O Museu do Aço é uma grande vitrine, através da qual podemos mostrar que o nosso trabalho está alinhado às preocupações globais de desenvolver um ambiente competitivo e ecologicamente sustentável”. E completa “Mais que isso, o ICEMA vai nos aproximar da sociedade, e isso significa um aumento significativo do consumo de aço per capita”.
Durante os primeiros meses de 2011, o superintendente do INDA vai levar o projeto detalhado a todas as empresas associadas “Nosso objetivo é que todos conheçam o projeto, pois o Museu do Aço vai permitir que as empresas participem ativamente desta terceira instituição, se beneficiando disso por meio das leis de incentivo à cultura que garantem isenção fiscal. Por isso vou pessoalmente, ainda neste primeiro trimestre, apresentar o projeto do ICEMA a todas as associadas”, afirmou.
O projeto
Fernando Forte, sócio e arquiteto do FGMF, explica o conceito do projeto “Mais que uma construção, queríamos que o museu fizesse parte do tecido urbano, que fosse experimentado em todos os momentos e por todas as pessoas, e não somente por aqueles que se dispusessem a entrar no espaço expositivo”. Para isso, o projeto apresenta o térreo liberado e o visual fisicamente permeável. Uma praça escavada serve de abrigo ao foyer do teatro, às salas de aula, a um café e a espaços técnicos do complexo, além de se resguardar do barulho da avenida.
Sobre esse vazio que simboliza as minas de onde é extraído o minério de ferro, paira um enorme volume revestido em aço cor-ten, suspenso por finas hastes tracionadas presas a uma estrutura periférica simples. Tal como uma nuvem metálica, essa grande nave apresenta-se num formato inusitado e orgânico, em contraste à rigidez e precisão da estrutura que a sustenta, o aço. A fim de facilitar o acesso ao museu, o FGMF criou uma passarela que conecta o metrô ao espaço.
Todo revestido em chapas negras de aço, o teatro se coloca como um monólito rígido e dá ao museu o protagonismo da cena. Ao mesmo tempo, a estrutura que sustenta o museu incorpora uma malha metálica inox que define melhor a praça coberta e a protege da insolação direta sem tirar a luminosidade natural. Para Lourenço Gimenes, também sócio e arquiteto do FGMF, “mais do que uma passagem, esse vazio construído é colocado como uma alternativa de destino, um ponto de interesse numa região carente de espaços generosos e qualificados para a população”, finaliza.
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